Poderei estar dizendo um monte de sandíces aqui, mas até mesmo sandíces tenho direito de dizer, se quero provocar alguma reflexão arrazoada. Elas fazem parte de nossa incompleta informação. E quem a tem por inteiro ?
Ao cabo de exaustivos seis anos, o acadêmico de medicina egresso de sua escola forma-se e passa a ser conhecido como medico. A partir deste momento, se já não haviam ditto para ele, irá saber que o Conselho Federal de Medicina preconiza que todo medico é livre para exercer a especialidade que se sentir apto. Além disso, aprende que, não importa a especialidade que venha a exercer, a omissão de socorro constitui crime inafiançável. Diante destas duas assertivas, sabe que não pode ser impedido de exercer sua profissão, segundo os ditames de sua consciência e de seu código ético, que reforça ainda que nenhuma instituição pública ou privada, em caráter municipal, estadual ou nacional pode impedir o medico ao seu livre exercício.
A partir destes elementos, gostaria de entender o que acontecerá ao medico recém formado que, se não passar em uma prova da OMB ( a OAB médica ) sera impedido de exercer sua profissão. Pior, se proibido, não incorrerá em omissão de socorro ? Se ele puder ser enquadrado na omissão, não pode ser proibido de exercer.
Outra questão é a especialização . Se uma necessidade, não deveria ser obrigatória ? E se obrigatória, não deveria ser franqueada a todos, pelo Estado, ao menos uma especialidade. Não, saimos da faculdade nos debatendo em raias de corrida, por mínimas vagas, para realizarmos um programa de trabalho barato, para, daqui a dois, três anos, nos outorgarem o direito de exercer o que tanto lutamos para fazer. Sem contra o Mercado das especializações latu-sensu, que não nos franqueiam em sua maioria a possibilidade ao título e ainda tomam de nós grandes somas.
Que pais é esse que não enxerga estas incongruências ? Que medicos somos que deixamos estas coisas acontecerem e não nos unimos em prol de defender nossa arte ? É um absurdo medir alguém pelo número de títulos de que disponha. Não lançamos nossos certificados sobre os pacientes, para que eles, magicamente, curem-se. É com o saber, com o pensar e com o sentir que somos medicos e isso a cada dia tem menos importância nesta era fast food que vivemos em todas as areas.
Se a medicina não deve ser encarada como comercio e ela o é por todos os hipócritas que dizem que não, necessitamos de uma intervenção urgente do Estado, para garantir aos medicos boa formação, especialização digna, bolsas dignas, para que o medico exerça seu ofício bem, não pela quantidade de horas em que não vê sequer o próprio lar para ganhar seu sustento, mas pela qualidade e pela alegria em servir aos seus. Quantos de nós ainda acordam com amor pelo que fazem ?
Oi, Marcelo !!! Quanto tempo !!! Essa internet que proporciona 'encontros' com amigos queridos, pessoas importantes e família da alma !!! Como é bom te 'rever'. Fico contente e orgulhosa pelas tuas conquistas. Adorava conversar contigo. Ria muito e aprendia mais ainda. Se quiser me escrever: alidacarvalho@gmail.com
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